quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Primeiro.

Nunca to disse, nem escrevi...
- e nem agora digo, ou escrevo, pois de nada valem estas palavras que de autênticas só têm o remetente...
Sinto-te a falta, Luz; sinto-te a falta, Sol; sinto-te a falta, Ar... Sinto a falta do teu preencher.
São paredes vazias há tempo demais, demasiado tempo... Não consigo encostar os pensamentos, como móveis, não consigo. Vou amontoando, dispersamente, como quem ignora, mesmo sabendo que um dia vão desmoronar - e muito provavelmente sobre mim. Que importa? Nenhuma queda há-de ser maior do que a minha, quando te foste... Nenhum chão há-de rasgar tanto a pele como quando te calaste... Nada, ninguém...
És eterna. Foste a primeira antes do tempo existir ainda... Eterna.
E eterna é a minha saudade de ti...

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