quarta-feira, 30 de junho de 2010

Voa...

o tempo voa.
Há tanto que não te escrevo, não te oiço, não te vejo. Há tanto que não penso em ti... e só de ti me lembro se passar num desses lugares onde passavamos, ou se ouvir uma dessas músicas que ouviamos... aquelas coisas... o lufa-lufa das relações, dos começos... que acabam.
No entanto é contraditório. Escrever aqui que não me lembro de ti... é. Mas não deixa de fazer sentido. Não me lembro, mas não esqueço.
Fiz o maior esforço sem a menor força. Consegui ganhar vantagem, seguir em frente, sorrir. Consegui desprender-me e ver que estava a perder muito... consegui viver e não me limitar a sobreviver. E isso claro, também se deve a ti, agradeço-te.
Acabas por ser a razão de tudo de qualquer forma.
De ti ficou o grande ensinamento.
Obrigado, finalmente sigo em frente, confiante e com um sorriso.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

...das memórias felizes

Tempo. Houve sim um tempo (O tempo) em que me fizeste sorrir.
Fizeste com que a pressa dos meus dias descansasse; paraste o som frenético e ensurdecedor da cidade... levaste-me para o teu pequeno campo, esse jogo de luz e cores, alegre e viva como só tu.
Dizias que as cores terra e desmaiadas te abatiam, que não deviam sequer existir. Falavas dos males como atrocidades, olhavas para a futilidade de canto... encaravas os dias frios com um sorriso e os quentes com gargalhadas descalças... (ainda fazem eco na minha cabeça...)
Não coravas, mas fazias aquela expressão de menina quando eu te elogiava... acho que gostavas, mas irritava-te. Querias ser mulher, querias que te olhassem com respeito; querias uma rosa, mas vermelha, porque rosa é p'ra meninas!
Os passeios de mão dada, as conversas, os tantos silêncios... as partilhas...
Todos os dias... é uma luta constante e irreflectida para mante-los... assim, perfeitos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

?

Engraçado... já faz algum tempo que não te vejo, que não te oiço...
Faz tempo que não sei nada de ti... e nem me atrevo a perguntar a terceiros, pois o orgulho ainda supera a dor, e eu não me quero mostrar ainda mais fraco a teus olhos. Sei que se perguntasse te iriam contar, dizer que estou com cara de cão triste e abandonado, ou que forcei o maior sorriso do mundo para esconder a falta que me fazes... e queres saber...? Qualquer uma das hipóteses seria perfeitamente válida.
Ainda sei os teus numeros de cor... sim, os números. Telemóvel, porta... roupa... até os teus números preferidos... as datas então... essas não dá para lembrar de tal modo que me assombram...
Quando passo na à tua porta, olho para ela... mas não me atrevo a olhar para a janela...

será a dor maior ao ver-te altiva ou passar os dias com o sorriso que guardo de ti?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Primeiro.

Nunca to disse, nem escrevi...
- e nem agora digo, ou escrevo, pois de nada valem estas palavras que de autênticas só têm o remetente...
Sinto-te a falta, Luz; sinto-te a falta, Sol; sinto-te a falta, Ar... Sinto a falta do teu preencher.
São paredes vazias há tempo demais, demasiado tempo... Não consigo encostar os pensamentos, como móveis, não consigo. Vou amontoando, dispersamente, como quem ignora, mesmo sabendo que um dia vão desmoronar - e muito provavelmente sobre mim. Que importa? Nenhuma queda há-de ser maior do que a minha, quando te foste... Nenhum chão há-de rasgar tanto a pele como quando te calaste... Nada, ninguém...
És eterna. Foste a primeira antes do tempo existir ainda... Eterna.
E eterna é a minha saudade de ti...


Um retrato que só existe porque alguém olhou para ele... nos olhos... e foi. Deixou-me o espelho, a quem falo, todos os dias...

*