terça-feira, 26 de janeiro de 2010

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Engraçado... já faz algum tempo que não te vejo, que não te oiço...
Faz tempo que não sei nada de ti... e nem me atrevo a perguntar a terceiros, pois o orgulho ainda supera a dor, e eu não me quero mostrar ainda mais fraco a teus olhos. Sei que se perguntasse te iriam contar, dizer que estou com cara de cão triste e abandonado, ou que forcei o maior sorriso do mundo para esconder a falta que me fazes... e queres saber...? Qualquer uma das hipóteses seria perfeitamente válida.
Ainda sei os teus numeros de cor... sim, os números. Telemóvel, porta... roupa... até os teus números preferidos... as datas então... essas não dá para lembrar de tal modo que me assombram...
Quando passo na à tua porta, olho para ela... mas não me atrevo a olhar para a janela...

será a dor maior ao ver-te altiva ou passar os dias com o sorriso que guardo de ti?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Primeiro.

Nunca to disse, nem escrevi...
- e nem agora digo, ou escrevo, pois de nada valem estas palavras que de autênticas só têm o remetente...
Sinto-te a falta, Luz; sinto-te a falta, Sol; sinto-te a falta, Ar... Sinto a falta do teu preencher.
São paredes vazias há tempo demais, demasiado tempo... Não consigo encostar os pensamentos, como móveis, não consigo. Vou amontoando, dispersamente, como quem ignora, mesmo sabendo que um dia vão desmoronar - e muito provavelmente sobre mim. Que importa? Nenhuma queda há-de ser maior do que a minha, quando te foste... Nenhum chão há-de rasgar tanto a pele como quando te calaste... Nada, ninguém...
És eterna. Foste a primeira antes do tempo existir ainda... Eterna.
E eterna é a minha saudade de ti...


Um retrato que só existe porque alguém olhou para ele... nos olhos... e foi. Deixou-me o espelho, a quem falo, todos os dias...

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