Tempo. Houve sim um tempo (O tempo) em que me fizeste sorrir.
Fizeste com que a pressa dos meus dias descansasse; paraste o som frenético e ensurdecedor da cidade... levaste-me para o teu pequeno campo, esse jogo de luz e cores, alegre e viva como só tu.
Dizias que as cores terra e desmaiadas te abatiam, que não deviam sequer existir. Falavas dos males como atrocidades, olhavas para a futilidade de canto... encaravas os dias frios com um sorriso e os quentes com gargalhadas descalças... (ainda fazem eco na minha cabeça...)
Não coravas, mas fazias aquela expressão de menina quando eu te elogiava... acho que gostavas, mas irritava-te. Querias ser mulher, querias que te olhassem com respeito; querias uma rosa, mas vermelha, porque rosa é p'ra meninas!
Os passeios de mão dada, as conversas, os tantos silêncios... as partilhas...
Todos os dias... é uma luta constante e irreflectida para mante-los... assim, perfeitos.
Fizeste com que a pressa dos meus dias descansasse; paraste o som frenético e ensurdecedor da cidade... levaste-me para o teu pequeno campo, esse jogo de luz e cores, alegre e viva como só tu.
Dizias que as cores terra e desmaiadas te abatiam, que não deviam sequer existir. Falavas dos males como atrocidades, olhavas para a futilidade de canto... encaravas os dias frios com um sorriso e os quentes com gargalhadas descalças... (ainda fazem eco na minha cabeça...)
Não coravas, mas fazias aquela expressão de menina quando eu te elogiava... acho que gostavas, mas irritava-te. Querias ser mulher, querias que te olhassem com respeito; querias uma rosa, mas vermelha, porque rosa é p'ra meninas!
Os passeios de mão dada, as conversas, os tantos silêncios... as partilhas...
Todos os dias... é uma luta constante e irreflectida para mante-los... assim, perfeitos.